ANDRÉ CASACA
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SIMPLESMENTE HORROROSO
Pode ser ingrato, pode ser cruel, mas o futebol
é mesmo assim, quando uma equipa quer ser grande, só o sucesso
a pode salvar. Incrível a angustia em que o Amora acabou o
jogo, permitindo que o adversário saísse da Medideira com um
empate, quando tinha todos os ingredientes para sair
vitorioso.
A ausência de alguns jogadores nucleares no
plantel não pode servir, de forma alguma, para justificar o
trabalho medíocre que o Amora assinou frente ao Beira Mar de
Almada. Para além de ter responsabilidades adquiridas numa
prova importante como é a ser um sério candidato ao titulo, o
Amora tem o seu prestígio histórico a defender e por muito que
as coisas lhe corram mal não pode ceder pontos da sua imagem
em competição, para mais perante adversários que, embora
valorosos como foi o caso do Beira Mar de Almada, não se
apresentam como obstáculos muito complicados.
Não pode, repetimos, mas caiu nessa situação. E
caiu por exclusiva culpa própria; porque ao longo do jogo, em
todas as suas circunstâncias, não foi capaz de se assumir em
campo, de forma colectiva e individual, como um verdadeiro
grupo competitivo, antes, se apresentou apático, sem ponta de
inspiração e, para mais, a claudicar de forma quase infantil
nas várias acções.
Durante o encontro, com os homens de Almada
mostraram um futebol sem agressividade, quase só a esperar
para ver em que paravam as modas, os amorenses não tiveram
engenho para acelerar o jogo e tirar partido da sua
superioridade táctica, criando situações de desequilíbrio que
levassem a verdadeiras finalizações, e nas duas oportunidades
em que tal aconteceu, a execução foi ingénua e disparatada,
com dois remates «fáceis» a saírem por cima e ao lado da
baliza. Empate justíssimo, num jogo simplesmente horroroso.
PAULO CAROLINO 25.10.2009 |
BAKAR
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