Amora FC 2 – 3 SC Farense (Seniores) – Amora FC sai da Taça de Portugal “Placard” de cabeça erguida!

O Amora Futebol Clube recebeu ontem pelas 15h o Sporting Clube Farense no Estádio da Medideira a contar para a 2ª Eliminatória da Taça de Portugal “Placard”.

Seria espectável um difícil embate diante de um adversário candidato à subida à Ledman LigaPro, repleto de jogadores muito experientes, entres eles alguns nomes sobejamente conhecidos da 1ª Liga.

Apesar do Farense não ter tido sucesso em impor o seu jogo nos momentos iniciais do encontro, acaba por chegar ao 0-1 num lance insólito protagonizado por dois elementos da equipa de arbitragem: cruzamento do flanco esquerdo para a grande área amorense e Fábio Gomes a aparecer na cara do golo, inaugurando o marcador. Ainda antes do toque final de Fábio Gomes, o árbitro assistente levanta a bandeirola considerando haver posição irregular, completamente apoiado pelo árbitro principal do encontro Pedro Ramalho que prontamente exibe a sinalética de lance anulado. Quando os jogadores do Amora se preparavam para recolocar a bola em jogo, eis que a dupla de arbitragem decide, sem ninguém perceber por que razão, voltar atrás na decisão e validar o tento.

O Amora não baixou os braços e correu atrás do prejuízo: aos 12′ minutos Maside esteve muito perto do empate de cabeça e aos 20′ minutos França, um dos mais inconformados jogadores do Amora durante todo o encontro, acerta no poste na marcação de um livre do lado esquerdo do ataque.

O que já era difícil mais difícil ainda se tornou quando o Farense chegou ao 0-2 novamente por intermédio de Fábio Gomes. A eficácia era tremenda: dois remates, dois golos.

Quando aos 38′ minutos, Bruno Bernardo faz auto-golo na baliza do Farense após livre batido por França, a esperança renascia para o Amora. Estava feito o 1-2 e relançada a partida. Mas durou pouco a crença de que o Amora poderia chegar a um resultado positivo no encontro quando aos 45′ minutos o inevitável Fábio Gomes, novamente em posição muito polémica, pica a bola por cima de Madureira para fixar o resultado da primeira metade em 1-3.

O jogo parecia resolvido e, apesar do ascendente na partida, o Amora parecia não conseguir dar a volta ao resultado. Do outro lado, um adversário com muito poucas oportunidades mas uma eficácia avassaladora.

Ao intervalo, substituição no Amora com entrada de Lacão para o lugar de Penha.

Na reentrada da segunda metade, cada vez mais o Amora mostrava que não baixava os braços e o Farense jogava cada vez mais encostado à sua baliza. Aos 59′ minutos, França marca de penalti para o Amora após falta sobre Joca que seguia isolado para a baliza. Na sequência do lance, expulsão para Cássio que travou Joca.

O minuto 59 mudava o encontro favoravelmente para o Amora que nos minutos que se seguiram teve três excelentes oportunidades para empatar o encontro mas a bola teimava em não entrar, ora fora do alvo, ora nas luvas de Miguel, com uma exibição de encher as medidas.

O Farense sentia cada vez mais dificuldade em segurar a margem mínima de um golo e daí até ao final do encontro usaria todas as armas possíveis para carimbar o passaporte para a 3ª eliminatória da competição. Tornava-se difícil “separar as águas”: seria o Amora candidato à subida à Ledman LigaPro e o Farense candidato ao título da 1ª Divisão da AF Setúbal? Assim parecia, quanto mais tempo de jogo passava.

Aos 61′ minutos, as entradas de Fabinho e Bernardo para os lugares de Maside e Pedro Pereira vieram dar mais garra ao ataque amorense mas os minutos de jogo jogado eram curtos para mudar o rumo do marcador.

Sete minutos de compensação não chegaram para o Amora conseguir levar a partida para prolongamento. Venceu o anti-jogo. Perdeu a garra, a luta e a dedicação. Chega assim ao fim a participação do Amora na Taça de Portugal “Placard” 2017/2018.

Declarações dos treinadores no final do encontro:

“Foi um jogo difícil até porque o Amora demonstrou ter alguns argumentos mas conseguimos fazer dois golos, sendo que o adversário ao reduzir para 1-2 acabou por demonstrar que o jogo não estaria resolvido. Saímos para o intervalo a ganhar 1-3 mas a expulsão acabou por nos condicionar, quando fazia prever alguma tranquilidade e alguma segurança com bola, tivemos decisões que nos puseram a jeito e acabámos por sofrer o 2-3 e com menos um jogador, foi aguentar o resultado até ao fim, sendo que o objectivo foi cumprido.”

Rui Duarte, treinador do Sporting Clube Farense.

 

“Foi um jogo que termina para nós com um sabor amargo, onde na 1ª parte não estivemos bem e onde o Farense acabou por ser a equipa mais eficiente (…) Na 2ª parte jogámos de forma diferente e acabámos claramente por ser a melhor equipa, tendo criado as melhores oportunidades e seria justo termos conseguido levar o jogo para prolongamento.”

“No lance do primeiro golo do adversário, o árbitro assistente assinala fora de jogo e foi perfeitamente audível a comunicação com o árbitro principal, sendo que o mesmo deu a sinalética de que o golo seria anulado e depois deduziu que a bola teria ressaltado num jogador nosso (…) Ficámos incomodados com a situação e não sei se tivesse sido ao contrário se a decisão teria sido igual, sendo certo que o árbitro assistente estando numa posição óptima invalida o lance e o árbitro principal acaba por dar o dito pelo não dito e acaba por validar o golo.”

“Tenho que lamentar o anti-jogo que foi feito e inclusive referir que cronometrámos na segunda parte as paragens no jogo e em 52 minutos da segunda parte, apenas se jogaram 20 minutos, sendo que em 50% do tempo o jogo esteve parado.”

“Penso que demos uma boa imagem do que somos capazes de fazer e embora tristes pela derrota, ficamos com a consciência tranquila de que tudo fizemos para alcançar um resultado diferente.”

Élio Santos, treinador do Amora Futebol Clube.

 

Foto: Luís Pontes

 

Viva o Amora Futebol Clube!

A Direcção de Comunicação – Amora FC

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